Quero falar de Paraty-Mirim, situada a 17,2 km do centro de Paraty, não porque quero que cresça, ao contrário, quero que pare tudo, que fique como esta. A maior tristeza para mim, que conheço a região há muito tempo, é ir para Trindade por exemplo, próximo dali, e me deparar com aquela paisagem linda destruída por construções horrorosas, invasivas e com tanta sujeira por todo lado. Paraty-Mirim, durante o período colonial, foi porto de desembarque de escravos e algumas lembranças desse tempo são a pequena Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1746, e ruínas de vários outros casarões, que aliás deveriam ser restaurados. A Mata Atlântica circunda as praias e toda a área da vila que é protegida pelo
Parque Estadual de Paraty-Mirim, pela APA do Cairuçu e pela Reserva Ecológica de Juatinga. No local resiste uma reserva indígena, uma vila de pescadores e algumas casas de veraneio na encosta próxima à praia, que aliás, não deveriam estar lá. Preservem esse patrimônio que é Paraty-Mirim!
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