Autor de mais de três mil projetos de paisagismo em 20 países. Premiado como pintor e designer
de jóias, ceramista, tapeceiro, autor de cenários e figurinos para teatro, óperas e músico ecologista desde os anos 70. Roberto Burle Marx foi e continua sendo um dos maiores paisagistas do nosso século. Da mesma família que o filósofo Karl Marx, o artista morou na Alemanha durante a juventude, onde conheceu, através da estufa da Cidade de Dahlen, a flora brasileira. Burle Marx era autodidata em paisagismo. Sua formação foi na pintura na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com Cândido Portinari, e com Degner Klemn em Berlim, quando começou a se interessar por plantas. Alguns de seus projetos paisagísticos mais conhecidos são: o Parque Ibirapuera, Parque Burle Marx ambos em São Paulo. O Museu de Arte Moderna, o Passeio da Praia de Copacabana e o Parque na Praia do Flamengo no Rio de Janeiro, são referencias de arte pública. Foi ele o primeiro a rejeitar as plantas exóticas com que o país compunha seus jardins e trouxe, a até então desprezada, nossa magnifica vegetação nativa. A boa nova é que seu Sítio, localizado na Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, foi reconhecido oficialmente pela Unesco como Patrimonio Mundial da Humanidade. O espaço onde ele viveu e reune uma coleção viva, com mais de 3500 espécies de plantas tropicais, esta aberto para visitas agendadas.
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