Mar sem fim















Estou em Paraty, lugar que eu amo e de onde Amyr Klink partiu para várias viagens incríveis. Uma delas ele relata no livro "Mar sem fim", foram cinco meses e cerca de 18 mil milhas navegadas dentro da Convergência Antártica, sem pôr os pés em país nenhum e enfrentando toda a sorte de desafios. Recordei deste trecho que ele diz lindamente sobre ir e voltar:

“Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos,
e simplesmente ir ver.”


A foto azul e linda é da minha filha, numa viagem de estudo do meio com a escola, na Baía de Paraty.

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