A característica mais impressionante do grupo é o mergulho em apneia. Elas submergem em águas frias e perigosas a profundidades de 10 a 20 metros segurando a respiração, apenas com o ar dos próprios pulmões, sem o uso de tanques de oxigênio ou qualquer suporte mecânico moderno. Com roupas de mergulho simples, óculos de proteção, pesos de chumbo e ferramentas manuais elas se lançam para arrancar os moluscos das rochas subaquáticas. Cada mergulho dura em média um minuto, e elas repetem isso por até sete horas diárias. A atividade é liderada essencialmente por mulheres idosas (muitas com mais de 70 ou 80 anos), que organizam o trabalho em cooperativas comunitárias, cuidando umas das outras e protegendo a ecologia marinha local. O lema delas é nenhum sopro é solitário pois uma cuida da outra.
Os registros indicam que essa iniciativa começou antes do seculo XVII, e se deu para garantir o sustento das familias, assim elas acabaram por se tornar a principal força economica da ilha. Por ser um trabalho bruto, exaustivo e perigoso, a juventude da Coreia tem buscado outras profissões, por isso a cultura das Haenyeo pode estar vivendo a sua última geração. O trabalho é pesado mas a união e alegria delas emociona.
