
Em 2003, enquanto caminhava com sua esposa pela região que margeia o córrego Tiquatira, o ex-executivo de vendas deparou-se com um cenário degradado, perigoso e tomado pelo lixo. Sentindo a necessidade de retribuir o acolhimento que a cidade de São Paulo sempre lhe deu, ele tomou uma decisão ousada: começou a comprar mudas com o próprio dinheiro e a plantá-las nos fins de semana.
O início foi marcado por grandes provações. Na sua primeira tentativa, Seu Hélio plantou 200 mudas que foram rapidamente arrancadas e destruídas. Sem desistir, ele plantou mais 400, que sofreram o mesmo destino. Para vencer a maldade dos vândalos, ele traçou uma meta audaciosa: "Vou plantar 5 mil árvores para cansar as mãos de quem as arranca". E ele conseguiu. Em 2008, ao atingir a marca histórica das primeiras 5 mil árvores cultivadas e bem cuidadas, a força do seu trabalho chamou a atenção do poder público e a prefeitura oficializou o espaço como área de preservação e lazer da comunidade.
Hoje, o Parque é um corredor verde exuberante com 3 km de extensão e mais de 160 espécies nativas da Mata Atlântica, incluindo ipês, quaresmeiras e guapuruvus. O local converteu-se em uma verdadeira ilha de conforto térmico e tranquilidade. Hoje moradores desfrutam de pistas de caminhada, academias ao ar livre e quadras esportivas. A transformação ecológica trouxe de volta tucanos, maritacas e diversas espécies de aves nativas.
Seu Hélio continua sua missão diária de cuidar das plantas, sua meta agora é chegar a 50 mil árvores. Recentemente ele lençou o livro infantil O Sonho de Hélio, compartilhando sua história de amor pela natureza com novas gerações para mantê-las longe das telas e mais próximas da terra.