Estou há 3 anos pesquisando a vida de mulheres ao longo da história. A curiosidade foi despertada quando fui apresentada as Beguinas, que foram mulheres que por volta do ano 1200, na Idade Média, formaram um tipo de comunidade fora das instituições, e conseguiram uma certa liberdade impensável para a época.
Mulheres que não casavam, ou as que ficavam viúvas não podiam permanecer na casa de suas famílias e eram enviadas aos conventos. Ali elas poderiam ter acesso à livros e estariam em segurança ainda que igualmente presas. No entanto em determinada época o volume de mulheres querendo entrar para o convento era tão grande que não era mais possível recebe-las, e foi assim que surgiram as Beguinas.
As Beguinas viviam em Beguinarios que eram como vilas, ou viviam sozinhas e desfrutavam da liberdade para entrar e sair do grupo. Tinham ambições intelectuais, no sentido religioso, e portanto estudavam, escreviam, praticavam caridade e assistência aos necessitados. Chegaram a formar 298 comunidades em 111 cidades do sul dos países baixos, na Europa, sem que as Instituições como a Igreja se dessem conta.
No entanto a produção literária que elas passaram a a distribuir pela cidade, com posições divergentes da igreja, causou o inicio de uma perseguição que acabou com o movimento. Foi uma Beguina a primeira mulher a ser condenada a morrer queimada em uma fogueira, em praça publica, junto do seus livros. Seu nome era Marguerite Porete, que morreu sem derramar uma lagrima e sem negar sua verdade.
Com elas estréio no blog o marcador MULHERES, e prometo apresentar um numero enorme de mulheres incríveis para reverenciarmos.
Segue o link do site da maior estudiosa das Beguinas que encontrei, Silvana Pancera da Bélgica, onde surgiu o primeiro Beguinario. Aqui!
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